Mapas táteis ampliam inclusão nas escolas municipais

Com colaboração do estagiário Igor Claret*

São José dos Campos tem ampliado as ações de inclusão, acessibilidade e autonomia para estudantes com deficiência com o objetivo de melhorar, ainda mais, as condições de aprendizagem, participação e convivência no ambiente escolar.

Em mais uma iniciativa do projeto de atendimento pedagógico especializado direcionado a alunos com cegueira, nesta terça-feira (1º) teve início a 1ª Exposição de Mapas Táteis na Emefi (Escola Municipal de Educação Fundamental e infantil) Professora Palmyra Sant’Anna, no bairro Vila Industrial, na região leste.

A mostra, que prosseguirá até o próximo dia 11, reúne trabalhos desenvolvidos pelos alunos do 8º ano como parte de um projeto que busca ampliar as possibilidades de aprendizagem por meio do tato, da percepção espacial, da acessibilidade e da inclusão.

A ideia é que, posteriormente, a exposição seja levada para outras escolas para que mais estudantes possam conhecer e experimentar os mapas táteis.

Atualmente, o projeto de atendimento pedagógico especializado direcionado a alunos com cegueira atende nove alunos da rede de ensino municipal e conta com dois polos de referência: a Emefi Professora Palmyra Sant’Anna e a Emefi Professora Norma de Conti Simão, localizada no Bosque dos Ipês, na região sul.

Alunos que participaram da montagem da mostra, que prosseguirá até 11 de setembro | Foto: PMSJC

Aprendizado

A 1ª Exposição de Mapas Táteis foi idealizada pelo professor de Geografia Igor Albuquerque, em parceria com a mediadora em Braille Rogéria Baptista.

“A ideia surgiu assim que cheguei na escola. Auxilia não só os alunos com cegueira, mas todos que participaram do projeto e aprenderam sobre cartografia”, disse Albuquerque.

Angélica (à esquerda), Deficiente visual e aluna da EJA, elogiou a iniciativa | Foto: PMSJC 

Aprovação

Os alunos que participaram da montagem dos projetos também ajudaram a apresentar os trabalhos para a comunidade escolar nesta terça.

“O processo foi satisfatório. Nós gostamos muito da ideia porque traz inclusão e leva educação para pessoas com cegueira e baixa visão”, afirmou Sofia Garcia, de 13 anos.

Aluna da EJA (Educação de Jovens e Adultos), Angélica da Cunha Januário, de 37 anos, é deficiente visual e elogiou a iniciativa de São José dos Campos.

“Eu achei lindo o professor pensar nos alunos com deficiência visual. Foi uma experiência muito boa conhecer os mapas táteis”.

O professor Igor Albuquerque (à esquerda) com os estudantes | Foto: PMSJC